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Efeito dos corantes artificiais no comportamento infantil

Os corantes são um exemplo de aditivos imprescindíveis para a conquista de mercados pela indústria, pois o aspecto visual é fundamental para a seleção e escolha de um produto. A cor influencia nossas decisões, principalmente, as que envolvem a escolha dos alimentos.

A maior justificativa da indústria para o emprego dos corantes é melhorar a aparência do produto para aumentar sua aceitabilidade.

O público infantil é o maior consumidor de alimentos coloridos, pois a indústria investe nesses produtos para as crianças por serem mais atrativos e influenciarem sua escolha.

Porém, a presença de reações alérgicas sofridas pelas crianças não é rara, pois elas apresentam maior suscetibilidade às reações adversas provocadas pelos aditivos alimentares, devido a sua “imaturidade fisiológica”, que prejudica o metabolismo e a excreção dessas substâncias

Inúmeros estudos assinalam reações adversas aos aditivos alimentares, quer seja aguda ou crônica, tais como reações tóxicas no metabolismo desencadeantes de alergias, alterações comportamentais e carcinogenicidade (observada em longo prazo). Porém os estudos sobre os possíveis danos causados pelos corantes artificiais à saúde ainda são insuficientes e bastante contraditórios.

Não existe nenhum estudo de abrangência nacional ou internacional que tenha sido realizado para avaliar a verdadeira dimensão da alergia alimentar ao redor do mundo. Os dados de prevalência ou incidência de alergia alimentar, na maior parte das vezes, são obtidos com o estudo de pequenos grupos populacionais, com metodologia diagnóstica variável e, em geral, com resultados não extrapoláveis. Corantes também são empregados em formulações farmacêuticas para crianças.

O amarelo de tartrazina, por exemplo, tem estrutura química semelhante à de salicilatos, benzoatos e indometacina, possibilitando reações alérgicas cruzadas com esses fármacos.

Ainda não existe concordância no uso de corantes artificiais entre os países, enquanto os Estados Unidos proíbem o uso de Amaranto, Azorrubina, Ponceau 4R e Azul Patente, a União Europeia não permite o uso de Verde rápido.

O amaranto é proibido nos Estados Unidos devido a estudos realizados neste país apontarem um poder carcinogênico deste corante, porém no Canadá, seu uso é liberado, pois os testes não demonstram problemas de carcinogenicidade.

Em um estudo realizado durante consulta médica de rotina de crianças holandesas com idade entre 4 e 15 anos, os aditivos alimentares foram as substâncias mais assinaladas pelos pais e/ou responsáveis como culpados por manifestações clínicas e prevalência de reações adversas a alimentos.

Os corantes que mais se destacam nas alterações do comportamento são Tartrazina, Amaranto, Ponceau 4R, Eritrosina e Caramelo amoniacal.

Ben Feingold, há mais de trinta anos, fez a primeira observação sobre o suposto efeito dos corantes a-tificiais e outros aditivos alimentares na exacerbação da hiperatividade e agressividade no comportamento infantil.

Nos EUA foi observado que a exposição a corantes poderia estar causando um grande aumento de crianças com desordem de déficit de atenção, dificuldade de aprendizado e outras desordens de comportamento, tais como, hiperatividade, desordem agressiva e deficiência emocional.

Uma pesquisa publicada por Stevenson e colaboradores mostrou que misturas de aditivos, comumente achadas em alimentos, que continham os corantes amarelo crepúsculo, azorrubina, tartrazina, ponceau 4R, amarelo quinoleína e vermelho 40, quando administrada em alimentos infantis, causava aumento da hiperatividade em crianças nas idades de 3 a 9 anos.

Os autores demonstraram que o uso destes aditivos acentua comportamentos como desatenção e impulsividade.

Ainda existem muitas incertezas a respeito do emprego de aditivos alimentares, entre eles, os corantes artificiais, como os responsáveis pelo aparecimento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Alguns estudos evidenciaram melhora no quadro clínico da hiperatividade quando as crianças foram submetidas a uma dieta isenta dessas substâncias.

A indústria precisa ter um olhar mais amplo para a saúde e nutrição infantil, tendo em vista a possibilidade de substituição dos aditivos químicos por corantes naturais em suas formulações.

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